Comendo em Montevidéu

Cheguei a Montevidéu na noite do dia 30 de setembro de 2017, meu aniversário e último dia do 3º Setembro Sem Carne. Eu tinha passado as últimas 24 horas resistindo a empanadas de carne picante e chorizos argentinos em Buenos Aires, firme no compromisso de terminar a terceira edição do desafio meat free sem nenhum deslize.

Mas, como era meu aniversário, eu precisava fazer uma refeição minimamente especial. A recepcionista do hostel Che Lagarto indicou uma rua onde eu encontraria alguma coisa para comer. Caminhei quadras ignorando as lanchonetes que serviam papas fritas e algum tipo de sanduíche de carne, e acabei encontrando a refeição perfeita para comemorar meus 29 anos: pizza.

ROBLE Cocina Artesanal

O restaurante parece ter saído direto de um sonho hipster com decoração retrô rústica, cervejas especiais e pizzas artesanais. Comi como uma rainha! Uma pizza inteirinha cheia de molho, cheiro e cogumelos. Quem precisa de carne quando você tem pizza?

Companhia sempre é bom, especialmente em datas especiais. Mas foi uma noite de comemoração perfeita só comigo e a pizza!

La Otra Parrilla

Primeiro de outubro foi dia de quebrar o jejum de carne. Encontrei uma parrilla tradicional excelentes reviews e me dirige até lá para um almoço memorável. Pedi um bife de chorizo com uma saladinha e mergulhei naquela suculenta peça de carne como se nunca tivesse visto um bife antes.

Talvez eu estivesse acostumada a ficar sem carne, talvez o churrasco uruguaio não tenha impactado meu paladar. Foi bom! Nada demais!

Chorizo e Pancho

Já entregue às carnes, aproveitei para experimentar o pancho, dogão de rua deles. Simples, mas pelo menos eles não colocam purê de batata. Outro dia foi a vez de um choripan e esse sim foi sensacional.

Antes de me perder e chegar atrasada para o tour no Palácio Legislativo, parei no El Imigrante para pedir um chorizo completo no pão. Yummy!

Pastel de papas

Quem tem amigos tem tudo, incluindo um chef particular preparando pratos locais. José preparou um tal de pastel de papas que nada mais é que batata com presunto, queijo e uma massinha no forno, um bom e velho “o que tem na geladeira”.

Mate

Além de fazer amigos na cidade, a melhor forma de conhecer um lugar é fazendo walking tours com locais. Os guias são sempre muito amigáveis, contam a cidade além dos pontos turísticos e compartilham um pouco da cultura local com a gente. Em Montevidéu, meu guia me ensinou a preparar um tradicional mate. Explicando a diferença entre o chimarrão e aproveitando para exaltar a superioridade do mate uruguaio em relação ao argentino.

Voltei para o Brasil com mate (cumbuquinha em que a bebida é preparada e consumida), bombilla e um pacote yerba.

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