Cozinha é lugar para errar

O recesso de fim de ano de 2019 está sendo reservado a poucas atividades: finalizar freelas (mandem jobs), brincar com sobrinho e cachorros, e fazer pão. Transformei a cozinha da praia na minha padaria particular e estou amassando e fermentando até dois pães por dia – para quem fazia um por semana, é um considerável aumento de produção.

Mas eu não trouxe a minha farinha (que já é difícil encontrar em SP), minha balança ou meus medidores. Só o banneton que eu ganhei de Natal e a receita que adaptei do Panelinha e agora chamo de minha. Trabalhar com forno, farinha, panela e condições de temperatura e pressão diferentes tem se mostrado um desafio. Nenhum dos pães saiu como eu gostaria ainda. Os que eu fiz em casa também não, mas esse perfeccionismo estamos tratando na terapia, não aqui.

Nenhum pão deu certo ainda. E tudo bem. Eu não estou cozinhando para acertar. Eu estou cozinhando por cozinhar. A atividade se encerra em si. Não precisa de nada mais. Apesar dos elogios da família do mozão serem constantes e bem–vindos.

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