Macarrão alho e ódio

Cozinhar, dedicar tempo e atenção a um alimento que vai nutrir a vida de si mesmo ou de outra pessoa, alguém que queremos bem, pode ser algo amável. Pode ser. Mas nem sempre é. Porque nem sempre dá para cozinhar com amor. Por mais bonito que seja o gesto ou por mais encatadora que seja a propaganda de Sazon, que definitivamente tem mais sódio do que qualquer demosntração com o bem estar de alguém na sua composição.

Nem sempre a gente coloca nossos melhores sentimentos em um prato porque a vida é complicada. E, com amor ou ódio no peito, a gente precisa comer e alimentar. E todas as outras 7 bilhões de pessoas que me perdoem, mas não é amor que tempera a comida, que garante que ela saia deliciosa. Comida boa precisa de uma coisa: dedicação. E dá para ser muito dedicado movido a raiva e rancor.

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